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Henry Miller


1891 - 1980

Biografia

Escritor norte-americano, nasceu a 26 de Dezembro de 1891, em Nova Iorque, e faleceu a 7 de Junho de 1980, na Califórnia. Foi educado em Brooklyn, denotando desde cedo o espírito rebelde e individualista que o levaria a rejeitar a universidade em prol de aventuras intelectuais, sexuais e literárias.
Partiu para a Europa em 1930 e o romance autobiográfico, Tropic of Cancer, foi publicado em Paris em 1934, sendo, contudo, banido durante décadas nos Estados Unidos da América e Inglaterra. Seguiram-se trabalhos como Tropic of Capricorn, The Colossus of Maroussi, The Air-Conditioned Nightmare e a sequência Sexus, Plexus e Nexus conhecida como The Rosy Crucifixion, nos quais funde especulação metafísica com cenas de sexo explícito, passagens surreais e cenas de comédia grotesca.
Em 1944 instalou-se na Califórnia e, apesar de pronunciamentos críticos negativos, veio a ser aceite como uma figura central na luta pela liberdade pessoal e literária tendo influenciado consideravelmente a denominada "Beat Generation".



Livros escritos por Henry Miller





Comentários


A mostrar os últimos 20 comentários:

Marcus , 2020-07-03 14:13:48

Um dos grandes autores de nosso tempo, sua obra em três estágios "Sexus/Nexus/Plexus" é um desafio literário e humano de radicalidade universal, compreensivelmente banido por décadas nas sociedades inglesa e norte-americana, cujo cinismo foi precisamente demolido pela audácia e autenticidade de um artista que só poderia ter surgido da ruptura com os porões mentais a que elas relegam o indivíduo e todo questionamento do sentido e razăo de viver. Tida como pornográfica quando é, ao contrário, a denúncia cabal e minuciosa da pornografia entronizada nesses sistemas de negação da humanidade, a trilogia também reabre ao ar livre o ímpeto criativo da arte literária ocidental sufocada pelas sujeições formais e temáticas do tradicionalismo. Miller é o "kick-off" do acesso da forma novelística ao alcance do "homem comum", esse sujeito irredutível que mora dentro de cada pessoa, incluindo os artistas. É a literatura que se proclama um trunfo e um valor plenos da democracia, essa feia coisa bonita cuja prática poucos experimentam na vida cotidiana. Miller suplanta todos os freios em que a "normalidade" regimental capitalista/comunista tenta conter a expansão psicológica característica e definidora do século 20. E não o faz à sorrelfa, descuidado e leviano, mas com um rigor estilístico aflitivo num oceano de indagações existenciais impossível de falsificar com demãos de beletrismo. Muitas vezes relegado a um nicho secundário por sua personalidade histriônica, Miller é na verdade de uma seriedade comparável à de um vulto inquestionado por sua postura mas apenas um aparente antípoda do americano, que é sem dúvida o Dostoiévski dos últimos cem anos.

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