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A Vida Modo de Usar

Georges Perec

1989 Editorial Presença

Sinopse

Perec é finalmente lançado em língua portuguesa com este seu A Vida Modo de Usar, numa tradução de Pedro Tamen. Apresentar este autor ao público português não é tarefa fácil, devido à extraordinária riqueza e complexidade da sua obra. Interessará saber que ele esteve ligado ao Grupo OULIPO (Ouvroir de Littérature Potentielle), fundado por Raymond Queneau e que levou a cabo uma teorização literária que deu origem a uma série de experimentações baseadas nas múltiplas possibilidades combinatórias e permutativas (até mesmo num sentido matemático) do sistema formal que é a língua. Com Kafka ou Borges, Perec tem em comum uma certa visão do mundo em que o labirinto e o puzzle são figuras dominantes. É assim (e não só) que ele constrói este admirável livro que muitos têm considerado quase demasiado perfeito, pela inteligência com que está urdido e pela abundância e multiplicidade das referências. O universo desta(s) história(s) é redigido pelas leis do jogo, mas não faltam elementos que o seu autor foi buscar à vida da sociedade e à sua própria, de modo que o leitor não se sente desligado do real, de que a obra é modelo ficcional. E se os meios plásticos de que se serve se evidenciam provocadoramente na sua qualidade de artefactos, ele não deixa de seduzir inapelavelmente o leitor, esgotando até ao limite uma espécie de arqueologia da minúcia. Perec é um nome que urgia ser divulgado entre nós, um escritor porventura tão importante, a seu modo, como um Borges, um Proust, um Stendhal, um Calvino ou um Joyce.

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