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Notícias


Novidades de Março - D. Quixote

Novidades de Marçoi:

Triunfo do Triunfo
e outros contos escolhidos

Luísa Costa Gomes
Dom Quixote
Nas livrarias a 10 de Março
 

O regresso de Luísa Costa Gomes ao género que a notabilizou, depois de Visitar Amigos e outros contos, vencedor do Prémio dst e considerado, pela generalidade da crítica, o livro do ano em 2024.

Triunfo do Triunfo reúne pela primeira vez em livro contos dispersos em periódicos e antologias. Uns de veia mais abertamente satírica, como a noveleta que dá título à colectânea, muito refundida para esta edição, outros de tom ambíguo, humor vago, à procura de definição. Chamem-lhe fantasista, também pode ser.

Trata-se de uma escolha da autora, que decidiu, necessária e caprichosamente, diz ela, incluir os contos de que ainda gosta, com que ainda se identifica e que não se envergonha de assinar.

 

Entra-se na Casa Pelo Pátio

Carla Louro
Dom Quixote
Poesia
Nas livrarias a 17 de Março
 

Eis o vencedor da 1.ª Edição do Prémio de Poesia Nuno Júdice.

 

A Península das Casas Vazias

David Úcles


Dom Quixote
Literatura Traduzida
Tradução de J. Teixeira de Aguilar
Nas livrarias a 24 de Março

Ainda hoje, dois anos depois de ter sido publicado, não há em Espanha quem não fale deste romance, já considerado um dos mais importantes sobre a Guerra Civil espanhola, com mais de 300 mil exemplares vendidos, prémios atrás de prémios, assim se tornando num dos maiores acontecimentos literários dos últimos tempos.
David Úcles, a nova estrela das letras espanholas, estará em Lisboa, em Abril, para falar desta história apaixonante.

Estamos em presença da história da decomposição total de uma família, da desumanização de um povo, da desintegração de um território e de uma península de casas vazias.
A história de um soldado que retalha a pele para deixar sair a cinza acumulada, de um poeta que cose a sombra de uma menina a seguir a um bombardeamento e de um professor que ensina os seus alunos e fazerem-se de mortos; de um general que dorme junto da mão cortada de uma santa, de um menino cego que recupera a vista durante um apagão e de uma camponesa que pinta de preto todas as árvores do seu quintal; de um fotógrafo estrangeiro que pisa uma mina perto de Brunete e não levanta o pé durante quarenta anos, de um habitante de Guernica que conduz até ao centro de Paris uma furgoneta com os restos fumegantes de um ataque aéreo e de um cão ferido cujo sangue tingirá a última faixa de uma bandeira abandonada em Badajoz.
Estamos, pois, em presença da história total da Guerra Civil espanhola e de uma Ibéria agonizante onde o fantástico escora a crueza do real; onde os anónimos membros de um extenso clã de olivicultores de Jándula cruzam os seus destinos com os de Alberti, Lorca e Unamuno; Rodoreda, Zambrano e Kent; Hemingway, Orwell e Bernanos; Picasso e Mallo; Azaña e Foxá; onde o épico e o costumbrista se entrelaçam para tecer uma portentosa tapeçaria, poética e grotesca, bela e delirante.

 

Um Chapéu de Leopardo

Anne Serre
Dom Quixote
Literatura Traduzida
Tradução de Rui Elias
Nas livrarias a 24 de Março

Escrito após o suicídio da irmã mais nova de Anne Serre, que tinha um problema de saúde mental, Um Chapéu de Leopardo pode ser lido como a celebração de uma vida tragicamente interrompida ou como uma despedida incrivelmente bela e sensível.
Prémio da Fundação Cino del Duca; Finalista do Man Booker Prize Internacional.

Aclamado como o romance mais comovente de Anne Serre até ao momento e uma «obra-prima de simplicidade, emoção e elegância», Um Chapéu de Leopardo é a história de uma intensa amizade entre o Narrador e Fanny, sua amiga de infância, que sofre de doença psíquica.
Vivendo sempre entre a esperança e o desespero, Fanny deixa transparecer, de forma intermitente, várias facetas da sua personalidade, como a Fanny divertida que um dia roubou um chapéu de leopardo. Porém, essa faceta permanece quase sempre oculta, revelando sobretudo uma Fanny que carrega o peso insuportável da tristeza.
É uma pessoa diferente – e essa diferença é aquilo que o Narrador questiona incansavelmente, tal como a autora questiona de um modo lúdico a própria forma do romance, levando-nos frequentemente a pensar que o Narrador é, no fundo, o seu alter ego.

 

Clareiras

Iris Wolff
Dom Quixote
Literatura Traduzida
Tradução de Paulo Rêgo
Nas livrarias a 24 de Março

Uma viagem ao passado para melhor compreender o presente da Europa.
Finalista do Prémio do Livro Alemão 2025.

Na Roménia comunista com o seu legado multiétnico, cuja diversidade é uma riqueza silenciada, o destino aproxima Lev – um rapaz acamado – de Kato, uma rapariga que gosta de desenhar e veste demasiado cedo o casaco da solidão. Kato vai ajudar Lev com a matéria das aulas, mas o que começa como um gesto imposto pela escola torna-se, para ambos, uma amizade inesperada que devolve a Lev a saúde e oferece a Kato um lugar onde finalmente pode repousar.
Anos depois, já adultos, os caminhos de sempre continuam a chamar por Lev, como um pássaro que não tem coragem de sair da gaiola mesmo com esta aberta, enquanto Kato voou e partiu para o Ocidente, à procura de um horizonte mais vasto. O que os une agora são apenas os postais que ela lhe envia – pequenas janelas para vidas que poderiam ter sido partilhadas. Até ao dia em que chega um postal de Zurique, com uma pergunta simples e desarmante: «Quando vens?» E então reabre-se a porta para o passado, vivo, íntimo, incontornável.
Este é um romance luminoso sobre a forma como duas vidas podem tocar-se e transformar-se para sempre, em que a memória se entrelaça com a História, e cada gesto, cada silêncio e cada paisagem – até cada clareira na floresta – transporta a polifonia de um país e as vidas daqueles que sobreviveram aos regimes e às suas fragilidades com a força dos laços humanos e dos reencontros.

 

Autorretrato
Instruções para Sobreviver à Máfia

Davide Enia
Dom Quixote
Literatura Traduzida
Tradução de Ana Pereirinha
Nas livrarias a 17 de Março

A Dom Quixote, que o apresentou aos leitores portugueses em 2021, com Notas Sobre Um Naufrágio, publica agora este livro que é também uma peça de teatro que conta a experiência de Davide Enia desde criança com a máfia em Palermo.

Ao regressar a casa depois da escola, um menino de oito anos vê a sua primeira vítima assassinada pela máfia, enquanto as bolas dos colegas batem nas persianas fechadas e os cromos de futebol passam de mão em mão. Esses «encontros» acabam por tornar-se quase banais – e é só como adolescente que descobre, em conversa com um colega que foi a Londres, que as mortes da Cosa Nostra são um exclusivo da cidade onde cresceu.
Num passeio organizado pelo professor de Religião e Moral, decide então escrever as suas instruções para sobreviver a Palermo e entrega-as ao padre que, pouco depois, acabará morto com um tiro na nuca. No ano em que faz os exames de admissão à universidade, Davide fica sozinho na cidade, e a família, de férias nas Dolomitas, ouve a notícia da bomba que matou o juiz cuja vivenda fica mesmo em frente da sua casa e apanha o maior susto da sua vida.
Davide Enia conta-se a si próprio neste texto belíssimo, que já foi levado à cena no seu país e no qual ele empresta a voz a três investigadores policiais que, como uma obsessão, uma vocação, um dever, lutaram e derrotaram o braço armado da máfia.
As suas palavras correm por estas páginas como pelas ruas e vielas de uma cidade tão acostumada ao silêncio quanto ao rugido das bombas e onde o reflexo numa poça de sangue é o seu autorretrato.

 

A Vida Secreta de Úrsula Bas

Arantza Portabales
DQ.NOIR
Literatura Policial
Tradução de Rui Elias
Nas livrarias a 10 de Março

Após o sucesso de Beleza Vermelha, que publicámos em 2025, um novo caso da dupla Abad e Barroso: uma excecional intriga de ciúmes e vinganças, pela mão da nova senhora do romance policial espanhol.

Úrsula Bas, escritora de sucesso, leva uma vida aparentemente monótona em Santiago de Compostela. Numa sexta-feira de Fevereiro, sai de casa para dar uma palestra numa biblioteca e não regressa. O seu marido, Lois Castro, denuncia o seu desaparecimento ao fim de vinte e quatro horas.
Úrsula, que se encontra fechada numa cave, conhece bem o seu sequestrador — um admirador cujas redes a envolveram sem que ela opusesse a menor resistência — e sabe que, mais cedo ou mais tarde, ele a matará.
O inspetor Santi Abad, reintegrado na polícia após um ano e meio de licença psiquiátrica, e a sua colega Ana Barroso, que acaba de ser nomeada subinspetora, iniciam uma busca incansável com a ajuda do novo comissário, Álex Veiga.
Todos os seus passos os conduzem a outro caso não resolvido: o de Catalina Fiz, desaparecida em Pontevedra três anos antes, e a um assassino que parece estar a fazer justiça com as próprias mãos.

 

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Novidades Almedina - Março

Novidades do mês de Março

 

Edição a 05 de março:

Ø   “Entardecer em Veneza” de John Banville (Minotauro)

O novo romance do vencedor do Booker Prize e autor do bestseller Neve.

Ø   “Impossível” de Erri de Luca (Minotauro)

Um dos maiores escritores italianos da atualidade.

Uma iluminação arrebatadora da fraternidade política e a mais subtil das histórias de detetives.

Ø   “Retornados” de Morgane Delaunay (Edições 70)

A análise de um dos fenómenos mais marcantes da história contemporânea em Portugal.

Ø   “Endireitar a Economia - Uma economia de Direitos Humanos centrada nas pessoas e no planeta” de Erri de Luca (Minotauro)

A defesa de uma nova economia, centrada na justiça social, direitos humanos e na sustentabilidade ambiental.

 

Edição a 12 de março:

Ø   “Espíritos do Presente – Os Últimos Anos da Filosofia e o Princípio de Um Novo Iluminismo 1948–1984” de Wolfram Eilenberger (Edições 70)

Último título da trilogia sobre os grandes filósofos do século XX que conquistou os tops de vendas dos países de língua alemã e traduzida em dezenas de línguas.

Ø   “Vinícius Jr.” de Steve George (Minotauro)

Da mesma coleção de «Cristiano Ronaldo» e «Messi»

A história do astro da seleção brasileira que enfrenta dois desafios: no campo e fora dele, na sua luta contra o racismo.

 

 Edição a 19 de março:

Ø   “Ludwig Wittgenstein”de Anthony Gottlieb (Edições 70)

A mais completa biografia de um dos maiores filósofos de todos os tempos.

 

 Edição a 26 de março:

Ø   “A Constituição Explicada às Crianças – Um livro, um jogo, um país” de Sara Rodi e Sofia Cardoso (Minotauro)

Ideal para uma leitura acompanhada por pais e professores.

A Lei Fundamental de Portugal explicada em linguagem clara e acessível, para que todos conheçam os seus direitos e deveres.

Ø   “Os Irresponsáveis – Quem pôs Hitler no poder?” de Johann Chapoutot (Edições 70)

« Implacável.» — Télérama

Uma poderosa acusação ao “extremo-centro” de ontem e de hoje.

Um livro que sublinha as analogias com o período contemporâneo.

 

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Novidades do mês de Março de 2026

Novidades do mês de Março de 2026

 

O Efeito Matilda, As Mulheres Cientistas Que a História Tentou Esquecer, de Filipa Almeida Mendes (Oficina do Livro) - Tendo como pano de fundo o chamado «efeito Matilda», termo usado em homenagem a uma sufragista para designar a discriminação das mulheres no mundo da ciência, este livro revela as histórias de 18 investigadoras responsáveis por notáveis descobertas científicas – como o desenvolvimento da bomba atómica, a vacina contra a Covid-19 ou a identificação da estrutura do ADN – cujo reconhecimento tardou pelo simples facto de não serem homens.Com prefácio de Elvira Fortunato. À venda a 3 de Março.

Águas de Bacalhau, Do Advento da Gerigonça à Ascensão do Chega, de Nuno Gonçalo Poças (Dom Quixote) - Conjunto de crónicas publicadas ao longo de uma década (2015 a 2025) que faz um retrato político e moral de uma geração e de um tempo, feito por quem observa a realidade como uma forma de resistência. "Não foi um período especialmente dramático, nem particularmente inspirador. Estes textos, julgo, reflectem-no: o desencanto e a indiferença, a esperança tímida e uma fadiga profunda. São as Águas de Bacalhau de sempre que resumem a sensação de que muito do que discutimos, do que tememos ou do que prometemos a nós próprios acaba por se dissolver antes de produzir qualquer resultado, como um naufrágio permanente". À venda a 17 de março.

Portugal e o Ocidente, de Tom Galagher (Dom Quixote) - Do ultimato britânico e de Salazar à revolta utópica o historiador britânico, autor de "Quando Salazar Dormia", analisa o complexo papel de Portugal durante o período transformador da história ocidental desde 1890 até 1975, quando os conflitos ideológicos e os realinhamentos geopolíticos reformularam a ordem global. À venda a 10 de Março.
 
História Concisa da União Europeia, de Kiran Klaus Patel (Casa das Letras) - Com um prefácio dedicado à edição portuguesa, o professor universitário e fundador e diretor do Project House Europe - uma plataforma que promove investigação interdisciplinar sobre a Europa - explica os problemas, perigos, riscos e ameaças que a integração europeia enfrentou e enfrenta. À venda a 24 de Março.
 
Sétimo Homem e Outros Contos, de Haruki Murakami com J.C. Deveney e PMGL  (Casa das Letras) - Novela gráfica que adapta nove contos do escritor japonês que recriam um cenário poético e barroco, situado precisamente na fronteira, tão cara a Murakami, onde o quotidiano se funde com o fantástico. À venda a 24 de Março.

10 755: Caminhos Que se Cruzam, de Eduardo Pinheiro (Casa das Letras)  - Escrito na sequência de duas viagens ao Japão e da peregrinação em Kumano Kod, Eduardo Pinheiro é um entusiasta da montanha e apaixonado pela natureza, fez trekking nos Andes e nos Himalaias, e descobriu cedo o Caminho de Santiago, peregrinando pela primeira vez em 1993. Desde então, tem percorrido numerosas rotas — partindo de Saint-Jean-Pied-de-Port, Lisboa, Porto, Oviedo e Ferrol — à descoberta do espanto e da essência da vida. À venda a 17 de março.

Economia Comestível, Um Economista Faminto Explica o Mundo, de Ha- Joon Chang(Casa das Letras) - O que  terá o quiabo a ver com a economia de mercado livre? Sabia que a história do camarão na alimentação pode servir de exemplo para demonstrar a relevância do protecionismo económico nos países em desenvolvimento? E que o frango nos pode ensinar o significado da igualdade e justiça económica? Um economista faminto explica o mundo através de um "um fascinante guisado de comida, história e economia". À venda a 10 de Março.

 

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Novidades para Fevereiro

Novidades para Fevereiro:

 

Edição a 05 de fevereiro:

Ø   “A Invenção do Ocidente - Portugal, Espanha e o Nascimento de uma Cultura” de Alessandro Vanoli (Edições 70)

A história do Ocidente, um espaço, uma comunidade e uma cultura formados a partir do Tratado de Tordesilhas.

Ø   “Toda a Beleza do Mundo – O Museu Metropolitano de Arte e Eu” de Patrick Bringley (Minotauro)

Livro do Ano para o New York Public Library, NPR, Financial Times, Book Riot e The Sunday Times.

 

Edição a 12 de fevereiro:

Ø   “Genocídio – Uma História Política e Cultural” de Paolo Fonzi (Edições 70)

A genealogia do conceito de genocídio, desde a sua formulação no final da Segunda Guerra Mundial à codificação na Convenção das Nações Unidas e à luz dos acontecimentos recentes na Ucrânia e na Palestina. 

Ø   “João Almeida e a Montanha Mágica” de Gonçalo Moreira (Minotauro)

Primeiro título da coleção Fora de Série, dedicada aos grandes vultos do desporto português.

A história do ciclista português que conquistou o respeito e a admiração do pelotão internacional.

 

 Edição a 19 de fevereiro:

Ø   “Graziella” de Alphonse Lamartine (Minotauro)

O romance mais ambicioso do precursor do romantismo francês.

Ø   “O Grande Livro da Bolsa II – Negociar e Gerir Investimentos” de Pedro Catarino Luís (Actual Editora)

Segundo e último volume do maior, mais completo e mais atualizado compêndio didático alguma vez escrito sobre investimento em bolsa.

 

 Edição a 26 de fevereiro:

Ø   “Nunca Lidere Sozinho – Da Liderança à Colaboração em Dez Passos” de Keith Ferrazzi e Paul Hill (Actual Editora)

Do autor do bestseller Nunca Almoce Sozinho e melhor coach executivo de equipas em todo o mundo.

 

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Novidades Guerra e Paz - Janeiro

Os meus livros de Janeiro

 

Quero lá, querem lá os meus leitores saber do frio de Janeiro quando têm à mão as edições afrodisíacas da Guerra e Paz, a começar por A Mitologia Grega de A a Z, de Luc Ferry, obra povoada de Afrodites (ou Vénus), de Eros e da embriaguez de Dionísio: a desordem e a volúpia dos deuses gregos, a companhia de sereias e musas faz deste livro e dos seus mistérios uma leitura abrasadora. De Os Livros Não se Rendem, colecção patrocinada pela gentileza e amor aos livros da Fundação Manuel António da Mota e da Mota Gestão e Participações.

Agora encostem-se sem preconceitos a António Botto se querem sentir o calor do que era um escândalo para o Portugal dos anos 50: no Caderno Proibido, como lhe chamou Botto, há nudez e abraços violentos, mas também a ternura de, e cito, «foder um corpo delgado, / Seios duros, pequeninos […]/ Ancas descidas de mocinho…». Nunca publicado até hoje, este erotíssimo inédito foi organizado e prefaciado pelo professor Victor Correia.

Um muito mais contemporâneo afago dos corpos, eis o que inunda as narrativas ficcionadas (ficcionadas?) que o romancista Virgílio Castelo (sim, também é actor) assina em Consumo Obrigatório. Uma viagem por boîtes, discotecas, bares bem ou mal-afamados, viagem que é a autobiografia de toda uma geração: a sua, caro leitor?

Depois disto, de que outra coisa vos iria falar que não fosse de lendas e contos de fadas. Só queria que tivessem o livro na mão. É das coisas mais bonitas que já fiz na vida: chama-se Lendas e Contos de Fadas Japoneses e das suas 144 páginas, 47 são de ilustrações japonesas deslumbrantes, de cores arrebatadoras. Por este livro, Deus e os demónios perdoar-me-ão todos os desacatos que me queiram arrolar: quem não quer ler contos como «O cortador de bambu e a criança da lua» ou «O pardal com a língua cortada»? É o primeiro de uma série: a seguir vêm aí os contos de fadas chineses.

Parece também um conto de fadas: um homem fala a uma multidão e declara bem-aventurados os mansos e humildes, os perseguidos e os que sofrem. O homem tem 30 anos, dá pelo nome de Jesus Cristo, e essa pequena maravilha retórica, o Sermão da Montanha, que nos instiga a amar os nossos inimigos e a oferecer a outra face a quem nos agrida, é uma das mais belas utopias já ditas e escritas por nós, os humanos. Agora, com uma apresentação que eu, Manuel S. Fonseca, assino, o Sermão da Montanha junta-se ao Cântico dos Cânticos ou à Alegoria da Caverna, na colecção Livros Brancos.

O professor de filosofia Alexander Douglas dá, creio eu, eco ao Sermão, quando nos avisa contra a obsessão do eu. Leiam um dos mais lúcidos livros do ano passado no Reino Unido: Contra a Identidade, A Sabedoria de Escapar do Eu, diagnóstico de uma das grandes aflições contemporâneas.

Venha de lá o passado. De um historiador medievalista, Pierre Bauduin, Os Vikings é uma magnífica e actualizadíssima apresentação de uma civilização que nos desafia. Não se esqueçam das violências e pilhagens, mas leiam-no para descobrir mil outras facetas de uma civilização pletórica.

Em Janeiro, dois estudos e um sombreiro? De provérbios nada sei, mas sei que vou publicar dois estudos com mérito. Macau: A Última Transição – Vasco Rocha Vieira (1991-1999), é um rigoroso trabalho de fundo do historiador Alfredo Gomes Dias. Temos a honra de o publicar em parceria com a Fundação Jorge Álvares.

Tal como em parceria com a Academia Militar e o Instituto Universitário Militar se publica Guerra e Disrupção, textos de dez especialistas sobre estratégia e ciência militar, com coordenação de Luís Barroso, António Paulo Duarte e Pedro Ferreira.

Reservo os últimos suspiros de Janeiro para duas fortes e convictas apostas polémicas. Primeiro para o extraordinário e tocante Refém, de Eli Sharabi. Eli foi um dos judeus raptados pelo Hamas no 7 de Outubro e esteve em cativeiro 491 dias. Narra esse tormento de forma crua, directa, sem rodeios. Terão a mulher e as duas filhas sobrevivido? Um documento que dói e fere muito mais do que qualquer ficção.

Ecrãs, um desastre sanitário, da neurologista Servane Mouton, é um panfleto brilhante sobre o uso dos ecrãs, dos smartphones, e sobre os terríveis efeitos detectados. Baseado nos mais recentes estudos, este livrinho, que se lê de um fôlego, com bela tradução de Miguel Graça Moura, é um vivíssimo alerta: «antes que seja tarde demais.»

A chancela que a Rita Fonseca criou ganhou a carta de alforria. Cresceu em 2025 213% em relação ao ano anterior e tem um público definido, muito específico. Passa por isso, agora, a ter uma newsletter própria, tal como terá o seu próprio site.

Despeço-me, ainda assim, dizendo-vos que em Janeiro há dois romances sufocantes. Em Tóxico, de Nicole Blanchard, a heroína casa primeiro com um homem abusivo e apaixona-se, depois, por um recluso perigoso. Se há beijos intoxicantes? Bom, no mínimo.

Já a autora Navessa Allen (há 52 semanas no top do NYT bestsellers) oferece-nos O Crime de São Valentim e deixa-nos uma inquietação: pode alguém ser enterrado vivo por mero acaso?

Que 2026 seja o ano de alguns prodígios e que esses prodígios sejam da nossa GRADIVA.

Começa, agora, em Janeiro de 2026, a nova Gradiva, e da mão de Guilherme Valente, seu fundador, para a minha mão passa o mesmo testemunho, como se estivéssemos numa corrida de estafetas. O livro que inaugurou esta casa editora há 45 anos é o primeiro livro desta nova vida da Gradiva: Delírio e Sonhos na Gradiva de Jensen, de Sigmund Freud. Tal como o Guilherme, acredito no valor simbólico de um livro que exala o perfume do que Freud chamou a «cura pela sedução e pelo amor». Para começar em beleza, é este o primeiro dos oito títulos Gradiva deste mês.

E agora aligeiremos: tem estado um frio de rachar. Para aplacar os lobos de Inverno pedi ajuda ao Calvin & Hobbes, de Bill Watterson. À lareira ou entre cobertores, Calvin & Hobbes, O Ataque dos Demónio da Neve resgata-nos e devolve-nos a alegria, o riso e o sorriso, desenho a desenho, em edição novinha em folha.

Passam os Invernos e o nosso descontentamento não nos deslarga: tanta é a sede e fome de plenitude, a sede e fome de perfeição! E é sobre essa busca espiritual, essa busca de uma harmonia universal, que nos escreve Luís Portela, em Ser Espiritual, da Evidência à Ciência. Prometo-vos uma viagem de um prazer inebriante – e de um rigoroso desafio – do que a série da RTP, «Para Além do Cérebro», foi há pouco veículo, uma viagem que nos religa a uma outra dimensão, a da Energia Universal. Utopia? E será que viver sem utopia é viver?

E por que utopia – ou só realidade – nos guia Carlos Fiolhais em A Inteligência Artificial de A a Z? Com mestria, Fiolhais, porventura o nosso melhor pedagogo, leva-nos da entrada «agentes inteligentes» à entrada «Zuckerberg», preparando-nos para o avassalador mundo de amanhã: a inteligência de Fiolhais disseca a complexa Inteligência Artificial. Um choque? Sim, enciclopédico.

E há um novo livro na colecção Ciência Aberta: de Elói Figueiredoe C. Matias Ramos, A Ciência Descobre, a Engenharia Cria. O subtítulo, «uma visão em doze axiomas e meio» deixa-me tão perplexo como encantado, e o que me tranquiliza é que Carlos Fiolhais, no posfácio, me jura tratar-se de «uma magnífica introdução à engenharia». Com o apoio mecenático do dstgroup e o patrocínio da Ordem dos Engenheiros, este é o livro que nos ensina que a função da engenharia é simplificar, mas que se o risco se minimiza, tal não significa que se anule. Axiomas.

Há dois livros de Janeiro que nos fazem pensar a Europa, a do passado e a do futuro. Um, O Esplendor das Amizades: A experiência portuguesa de Edgar Morin, é coordenado por Guilherme d’Oliveira Martins e é um esplêndido relato do que era o Portugal da ditadura e de como os católicos do Tempo e o Modo descobriram a Europa através deEdgar Morine de como Morin descobriu, em amizade, o melhor de Portugal. 

Já em O Mundo de Amanhã: Uma Europa Soberana e Democrática, o austríaco Robert Menassepartilha a morna angústia do nosso tempo europeu, cheio de dúvidas, défices e conflitos, procurando, ainda assim, arrancar desse pântano um frágil módico de esperança. A fragilidade será uma arma?

Onde começa e onde acaba a fragilidade em Ian McEwan? Na delicadeza das ideias ou na argúcia psicológica? Na sua narrativa tão minudente? E de onde surge, abrupto, o simbolismo quase brutal desses Cães Pretos, que dão título a este romance humano, demasiado humano? Que cães são esses? Autênticos, só cosa mentale, metafóricos? A verdade é que são vorazes e ferozes. 

 

São os livros Gradiva de Janeiro. Oito: da ciência ao cartoon, do pensamento à grande ficção.

 

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Novidades Almedina - Janeiro

Para Janeiro:

 

Edição a 08 de janeiro:

Ø   “A Máquina de Fazer Ganhar as Direitas” de Yves Citton (Edições 70)

Análise à «infra-estrutura» mediática feita de forma a beneficiar a ideologia da direita e extrema-direita.

Edição a 15 de janeiro:

Ø   “Ignorância e Felicidade - Sobre querer não saber” de Mark Lilla  (Edições 70)

Uma deslumbrante exploração de nosso desejo de permanecer inocentes e ignorantes — e das suas consequências.

Ø   “Diálogos Volume 2” de Séneca (Edições 70)

Tradução direta do latim.

Os textos fundamentais do estoicismo.

Edição a 22 de janeiro:

Ø   “Olá, Bom Dia! Tudo Bem?” de Martina Hefter (Minotauro)

O livro-sensação na Alemanha.

Vencedor do Prémio do Livro Alemão, do Grande Prémio do Fundo Alemão de Literatura e do Prémio Literário de Wiesbaden.

Edição a 29 de janeiro:

Ø   “Está Pronto para Mudar de Vida? - Deixe o emprego que odeia, crie riqueza, transforme a sua vida” de Jill Schlesinger (Actual)

Um guia para construir a sua melhor vida, uma bíblia para navegar nesta era de mudanças, que nos mostra como tirar partido dessa situação para efetuar transições pessoais.

Ø   “Cadernos do Cácere Vol.2 - Maquiavel, Hegemonia, Intelectuais” de Antonio Gramsci (Edições 70)

Organização, tradução e notas de Carlos Carujo, dos cadernos que o autor preencheu enquanto esteve preso às mãos do regime fascista de Mussolini, entre 1926 e 1937.

Ø   “Sherlock Holmes – O Sinal dos Quatro - Sombras, Segredos e Um Tesouro Roubado” de Stephanie Baudet (Minotauro)

Adaptação infantojuvenil das obras de Arthur Conan Doyle, o criador do detetive mais famoso do mundo.

Ø   “A Polvinha Pitosga” de Isabel Ricardo (Minotauro)

Da autora de O Fantasma das Cuecas Rotas, O Dragão Trapalhão ou O Pirilampo Avariado.

Um livro muito especial em prol da defesa dos mares e restante meio-ambiente.

 

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Novidades Leya - Janeiro de 2026

Novidades editoriais do Grupo Leya para o mês de janeiro de 2026.

 

O Tribunal dos Poderosos, de António José Vilela (Casa das Letras) - As histórias dos casos judiciais mais mediáticos reveladas através de centenas de documentos confidenciais e das fontes com acesso privilegiado às mais sigilosas operações autorizadas pelo Tribunal Central de Instrução Criminal. Esta é a história nunca contada de um tribunal desmontado politicamente em 2022 e dos mais de 17 anos em que o Tribunal dos Poderosos foi também o tribunal do (super) juiz Carlos Alexandre. À venda a 13 de Janeiro.

Cânone de Câmara Escura, de Enrique Vila-Matas (Dom Quixote) - O mais recente romance do escritor espanhol, traduzido por J. Teixeira de Aguilar. Vidal Escabia juntou 71 livros num quarto escuro da sua casa no intuito de escrever um cânone dissidente dos oficiais. Todas as manhãs escolhe, ao acaso, uma das obras e traz à luz um fragmento destinado ao cânone, mas o que a sua leitura provoca influi na sua vida e também na sua escrita. Será que o narrador é um andróide, um Denver-7 infiltrado entre as pessoas comuns de Barcelona, ou, pelo contrário, utiliza o cânone para dar sentido à sua vida perante o amor exarcebado que sente pela filha ausente. À venda a 30 de janeiro.

No Limite - A Arte de Arriscar Tudo, de Nate Silver (Dom Quixote) - Matemático, conhecido por ter previsto a eleição de Barack Obama e Donald Trump, escreve o guia definitivo para lidar com a incerteza e o risco. Conclui que quem tem habilidade de correr riscos influencia e domina quase todas as áreas da vida moderna. Jogadores de póquer, gestores de fundos hedge, entusiastas das criptomoedas e os grandes colecionadores de arte — todos têm muito a ensinar sobre como ser bem-sucedido no meio dos riscos e incertezas do século XXI. Pelo meio desvenda temas cruciais — desde as fronteiras das finanças até o futuro da inteligência artificial. À venda a 30 de Janeiro.

Tokyo Sympathy Tower, de Rie Qudan (Casa das Letras) - Vencedora do Prémio Akutagawa, o mais importante reconhecimento literário japonês, que pode ser comparado ao Prémio Saramago, a escritora, de 33 anos, foi catapultada para os media internacionais ao assumir ter recorrido ao ChatGPT para escrever cinco por centro de uma obra a que o júri considerou  "praticamente perfeita". A polémica instalou-se de imediato porque também admitiu que considera  o ChatGPT uma espécie de segundo editor, embora explicando que só recorreu a essa ferramenta nos pequenos extratos em que a protagonista interage com a IA. Passado num Japão num futuro próximo, o romance gira em torno de uma ideia radical prestes a tomar forma: tratar criminosos com compaixão ilimitada, em vez de os punir. A expressão máxima deste conceito é a torre-prisão de luxo no coração de Tóquio – a Tokyo Sympathy Tower, encomendada à aclamada arquiteta, Sara Machina. À venda a 13 de Janeiro.

Cristovão Colombo, Navegador Luso-Genovês, de José Gomes Ferreira (Oficina do Livro) - Uma explicação das origens e ligações do descobridor da América numa obra que não pretende ser apenas mais uma teoria sobre as verdadeiras origens e ligações familiares de Colombo. "O que apresento não são conclusões, mas sim propostas de trabalho para analistas políticos, historiadores, genealogistas e especialistas de ADN e de outras técnicas de identificação biológica, no sentido de investigarem por si próprios e tirarem as suas próprias conclusões." À venda a 20 de Janeiro.

 

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Novidades Porto Editora - Janeiro de 2026

Novidades de início de ano:

Entre as novidades em português, destacamos duas novas vozes: em Telhados de vidro, Rute Lourenço acompanha uma atriz de sucesso cuja vida pessoal esconde uma relação marcada pela violência doméstica. Em Sem perdão, André Neves Braga conta-nos como uma noite de celebração se transforma num confronto inesperado. Um thriller sobre um instante que muda tudo. 

 

Rui Zink regressa com OLGA Salva o Mundo, romance que cruza investigação policial, linchamentos públicos e desinformação. A narrativa aborda o impacto da inteligência artificial na manipulação da opinião pública e questiona a noção de justiça popular. 

 

As rosas de Barbacena é o novo romance de Alberto S. Santos. Uma ficção histórica que nos leva numa viagem no tempo até à cidade-manicómio de Minas Gerais, no Brasil. 

 

FICÇÃO QUE NOS LEVA A VÁRIOS MUNDOS 

Da literatura hispânica chegam às livrarias os mais recentes livros de Leonardo Padura, que explora os traumas da guerra em Morir en la Arena, e de Rosa Montero, com os perigos da inteligência artificial (Animais Difíceis). 

 

A coleção Escrever é Traduzir recupera Gigi, de Colette, traduzido por José Saramago, trazendo ao público português a delicadeza e a sensibilidade da autora francesa. Entre as estreias e regressos internacionais, destacam-se Jean-Baptiste Andrea, Prémio Goncourt 2023, com Des diables et des saints e Julia R. Kelly com A Oferenda do Pescador, uma narrativa marcada por tensão e atmosfera cuidada. Os Nomes é o aclamado romance de estreia de Florence Knapp, uma história comovente sobre o peso que o nosso nome pode ter na vida de cada um; uma narrativa poderosa sobre identidade, trauma, escolhas e legado familiar. 

 

CLÁSSICOS E LITERATURA CONTEMPORÂNEA 

A Livros do Brasil reforça o seu catálogo de grandes clássicos da literatura universal, dando destaque à obra de Thomas Mann. Em janeiro, A Montanha Mágica regressa às livrarias numa nova edição, ao mesmo tempo em que se publica, pela primeira vez em volume independente, a novela Desordem e Primeira Paixão. Os Buddenbrook chega em março. 

 

Da Nobel Annie Ernaux, é agora editado O Uso da Fotografia. Outra voz feminina poderosa apresentada pela chancela é a da autora turca Tezer Özlü, com o romance As Noites Frias da Infância. Na coleção Contemporânea, chega ainda Debaixo de Água, livro de estreia de Tara Menon, que recria o devastador tsunami de dezembro de 2004 com sensibilidade e emoção. 

 

IDEIAS QUE FAZEM PENSAR 

Na não ficção, a Porto Editora publica Henrique,o Navegador, de Erika Fatland, uma viagem pelos lugares e vestígios que revelam a história da presença portuguesa pelo mundo. Na chancela Ideias de Ler, Miguel Herdade estreia-se com Gente como Nós, uma reflexão sobre desigualdade social e educação que convida a questionar o que significa nascer em vantagem ou enfrentar obstáculos desde cedo. 

 

O panorama político global está também em destaque. Como sobreviver ao Trumpismo?, de João Maria Jonet e Maria Madalena Freire, analisa tensões e polarizações, enquanto As novas armas da guerra, de Cátia Moreira de Carvalho e Vitaliy Venislavskyy, mostra como os conflitos modernos se reinventam. Michael Dillon, em We Need to Talk About Xi, desvenda a complexidade de Xi Jinping e a influência da China no mundo, combinando investigação rigorosa e contexto histórico. 

 

Sanna Marin partilha em Esperança em Ação: O futuro pertence-nos a sua experiência de liderança jovem, oferecendo uma visão inspiradora sobre mudança social e política. Cristina Amaro regressa com Inspirar Pessoas, Afirmar Portugal, obra que reúne reflexões de vários empresários sobre como transformar ideias em impacto real no país. 

 

O Cérebro em Evolução, de Paul Goldsmith, conduz o leitor pela história da mente humana e explica como fatores biológicos, genéticos e ambientais moldaram o pensamento e o nosso comportamento. António Pedro Mendes, com Emagrecer com Ciência, oferece uma abordagem fundamentada para compreender melhor o corpo e os seus processos. 

 

APRENDER COM A EXPERIÊNCIA 

Para 2026, a chancela Albatroz traz novas publicações que prometem inspirar e provocar reflexão. Estás zangado comigo?, de Meg Josephson, propõe uma abordagem compassiva para nos libertarmos da preocupação com o que os outros pensam. Em 90 Minutos no Céu, Don Piper narra a experiência de quase-morte que transformou a sua vida, e mostra como a fé e a resiliência podem surgir nos momentos mais inesperados. O poder da autoestima, de Patrícia Gonçalves, ajuda o leitor a compreender padrões que moldam a autoconfiança. 

 

ESTREANTES E VETERANOS 

Do terceiro livro de poemas de Alexandre O’Neill, Abandono Vigiado, à prosa inimitável da primeira obra de José Rodrigues Miguéis, Páscoa Feliz, a Assírio & Alvim reserva para este início de ano vários livros de autores portugueses e estrangeiros, entre novas e reconhecidas vozes. 

 

Olhando para os seus vinte anos de publicação, Rui Lage dá-nos a ler uma antologia pessoal, Física Espiritual, que marca o mês de janeiro. Outra antologia imperdível é a reunião da obra de José Alberto Oliveira, Poesia, uma homenagem a um querido autor que nos deixou em 2023, apresentando-o a novos e antigos leitores. 

 

Nas estreias da coleção Poesia Inédita esta chancela apresenta o livro de Bernardo Maria Salgado (77 Sonetos para Um Ensaio Geral), jovem autor que tem desenvolvido de alguns anos a esta parte uma reinvenção inquietante da forma do soneto. E ainda o segundo livro de Ana Isabel Mouta, Alçapão, depois da sua estreia que muito nos entusiasmou. 

 

Olhemos, por último, para as novidades estrangeiras com a poesia completa de Georg Trakl, Crepúsculo de Outono, pela mão do seu tradutor de sempre João Barrento, ou a reunião dos diários de viagem e alguns poemas em prosa de Matsuo Bashô, em Diários de Viagem, vertidos para português por Jorge Sousa Braga. 

 

AMIGOS NOVOS PARA LEITORES EXPERIENTES 

Há muitas aventuras à espera dos leitores mais jovens, com protagonistas já conhecidos e muitos para conhecer. 

 

O ano de 2026 é o ano do aguardado segundo volume da série Criaturas Impossíveis, de Katherine Rundell, com o lançamento de Criaturas Impossíveis: O Rei Envenenado. 

 

Maria Inês Almeida apresenta Os Walkers, uma coleção que combina aventura e humor, com uma linguagem próxima dos jovens e personagens que despertam curiosidade. O Gangue dos Cavaleiros, de Sofia Pereira, promete prender a atenção dos mais novos do início ao fim. 

 

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